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14 de abril de 2015

Vamos treinar mulherada!!

Bom dia Guerreiras!!
Como vocês estão?

É muito importante pro Elas no Tatame saber a sua opinião sobre as matérias publicadas aqui no blog, não deixem de comentar sempre que nos visitarem ;)

Ontem a matéria foi sobre como eu comecei e hoje vou compartilhar com vocês a histórias de outras guerreiras, que enviaram seus depoimentos via e-mail, contando como elas começaram.

 “Comecei no JJ em meados de 2007, numa equipe horrível que prefiro nem citar o nome...
Infelizmente passamos por essas coisas, né?
Sei que lá, ninguém me ensinava técnica ou mesmo tinha aquecimento. Era chamada direto pra rolar e nem sabia o que era isso...
Tomava vários golpes, por ser muito leve, me jogavam literalmente de um lado pra outro do tatame. Sei que nessa brincadeira, aguentei 3 meses e jurei que nunca mais iria pisar numa aula de JJ.
Comecei a fazer Muay Thai numa outra academia e o tempo passou. Até que me mudei para a Zona Norte de SP e numa das aulas de Muay Thai, meu marido me apresentou o professor de Jiu Jitsu daquela academia. Falou bem assim: - Olha, amor, esse cara vai mudar seu conceito sobre o Jiu Jitsu.

Bom, resolvi fazer uma aula dele. Agora estou há 3 anos na equipe Colisão Jiu Jitsu, graças ao Mestre Luiz Pereira, que me provou que dá pra ser jiu jiteiro, respeitar e ser educado com as pessoas.
Hj sou faixa azul, categoria sênior, peso pluma. Trouxe minha família (filha e marido) para o tatame e eles estão amando!
É isso! Espero que aproveite.
Boa sorte no BLOG. Estou adorando!
OSS!!!”

Tatiana Peev, São Paulo-SP, Equipe Colisão Jiu Jitsu.

Olha a Tatiana campeã da 1ª Etapa do Circuito Aberto Paulista pela FPJJ. 

“Pra quem já chegou a passar muitas vezes na frente da sala em que rolava aulas de Jiu Jitsu e dizer que não achava graça nenhuma hoje estou aqui.
Entrei no Jiu jitsu através do Box, treinava box na academia e fui convidada por diversas vezes a treinar Jiu jitsu, mais nunca me interessei, um dia me deu vontade de fazer uma aula de submission.
Então achei interessante, logo já tive muita influência dos amigos em treinar com kimono e fui.
Hoje vejo os benefícios que ele me trouxe, já treino a 2 anos, sou faixa azul e na minha cidade faço parte de uma grande equipe e família AS TEAM do mestre JEAN FEIJÓ.
Me chamo Jessica Avila Da Silva,tenho 22 anos, e meus pais não moram na cidade, então aprendi a chamar o tatame de casa, perco muito tempo ali, tenho meus amigos, me deu auto estima, trabalho meu corpo, sinto a adrenalina de estar ali aprendendo de poder passar paras minha companheiras o que sei, é como um quebra cabeça que não tem fim, a cada treino, campeonato, encontro dos amigos de treinos, por que somos unidos dentro e fora, eu agrego mais uma peça.
Acredito que esse esporte tem muito a oferecer, educação, disciplina, integração, saúde.
Dificuldade a gente cria no tatame com os adversários, na vida a gente leva pro chão. Oss”

Jéssica Avila da Silva, Blumenau-SC, Equipe AS Team.
Página da equipe dela: Jiu Jitsu 4 Girls Team e o seu instagram: @jessikasilvabnu

Olha a Jéssica fazendo um rola com o mestre dela.
E aqui em 1º lugar em um campeonato.
  
Em 2011 eu já passava dos 44 anos, estava pesando 140 Kg e sofrendo de depressão, decidi procurar uma academia e me dirigi à academia " Brutos Form " para fazer aulas de Boxe e acabei conhecendo " Professor Rato " ele me garantiu que o Jiu Jitsu seria a melhor forma de se perder peso, no início relutei, pois, ali só tinha homens no tatame, mas acabei fazendo uma aula e me apaixonei pela Arte Suave, em um mês emagreci 15 Kg e isso me motivou a continuar. Treinei ali por 4 meses e decidi procurar outra academia onde houvesse garotas, fui até a academia " Hulk Fitness " pois lá havia uma garota, treinei com ela por um ano e nesse um ano cheguei aos 78 kg. Parei por algum tempo até que encontrei as academias " ACT ( Atitude Centro de treinamento ) " e " Command Caieiras "onde treino até hoje, com os mestres " Barba " e " Covero ", somos em 4 garotas, fui graduada com a faixa azul em dezembro de 2014. Hoje aos 48 anos, não me vejo longe dos tatames, não sou competidora, mas faço Jiu Jitsu para condicionamento físico e muito amor a Arte Suave. Oss !!!


Darli Regina da Silva, Caieiras – SP, Equipe Command Caieiras.
Facebook : https://www.facebook.com/darlyng.regina

O antes e o depois da Darli no Jiu-Jitsu.

E aqui junto com a equipe, já com a Azul na cintura.
E ai curtiu a histórias das meninas?
Nem todo mundo dá sorte no começo, como foi o caso da Tati, mas com certeza tem sempre outra equipe de braços abertos pra te acolher, independente do seu objetivo.
Seja como competidora, igual a Jéssica, como um hobby ou pra perder peso como foi o caso da Darli.

Se você ainda não teve nenhum contato com Jiu-Jitsu, tá esperando o que?
Procura uma academia próxima ou se não conhecer alguma, informa aqui no blog, que procuramos alguma indicação perto de você.

Aqui no ELAS NO TATAME não existe disputa entre equipes, embora em algumas a rivalidade seja um pouco mais aguçada. Aqui somos apaixonadas pelo tatame e temos o propósito de atrair mais mulheres pra arte e trazer visibilidade para o público feminino em todas as faixas.

VAMOS TREINAR MULHERADA!!

Oss!


13 de abril de 2015

Como eu comecei no Jiu-Jitsu.

Eu sempre tive problemas com o peso, vivo num eterno efeito sanfona, às vezes tô mais magra e outras engordo do nada (muitas vezes por falta de vergonha na cara mesmo rs).

Morava em São José do Campos (morei por lá apenas um ano, 2013) e trabalhava no aeroporto da cidade. Uma menina que trabalhava comigo, me indicou a academia de um bairro lá próximo, eu passei pra conhecer e acabei me matriculando pra fazer apenas musculação.
De terça e quinta, às 21 hrs tinha aula de Jiu, como a academia era toda aberta, eu assistia o treino enquanto caminhava na esteira.

Eu sou uma pessoa que já experimentei um monte de coisa. Fiz jazz, ballet, capoeira, street dance, dança do ventre e até me arrisquei no pole dance, mas nada disso durou muito tempo.
Fiquei uma semana observando os treinos de Jiu  e decidi tentar.

Em novembro de 2013, não me lembro o dia exato, entrei no tatame pela primeira vez. Tímida, no meio daqueles caras grandes e sem entender NADINHA de Jiu-Jitsu.
Meu primeiro mestre foi o faixa preta Soró Lemos, da equipe Soró Lemos BJJ, graduado pelo Careca.
Na primeira aula aprendi single leg e algumas finalizações de estrangulamento, não rolei.
Demorei uma semana (2 aulas) pra comprar o kimono, afinal não custam barato né?
Treinei por 3 meses nessa equipe e durante esse período sai da academia e fui pra sede do mestre. Passei a fazer 4 treinos por semana. 

No começo não existe técnica, a questão é o instinto de sobrevivência e a força. O mestre dizia que demora cerca de uns 6 meses pra técnica entrar na cabeça da gente, hoje eu acho que no meu caso, demorou até um pouco mais rs

Eu era a única menina na equipe e a maneira como o Soró me apresentou a arte suave, sempre com muita dedicação e paciência, trabalhando as minhas limitações e a minha claustrofobia (que é pauta pra uma próxima matéria), despertou meu interesse pelo Jiu. Os companheiros de treinos me ajudavam bastante e isso me fez querer desafiar os meus limites e saber que poderia conquistar com meu espaço no meio daqueles grandões.

Eu e o Mestre Soró Lemos

Eu lá no cantinho esquerdo rs, foto no dia da graduação.

Em março de 2014, voltei pra Campinas (cidade que eu morava antes de ir pra São José) e o gosto pelo Jiu-Jitsu veio comigo. Ai entra o Mestrão Marcelo Ferreira.
Não procurei pelo status, nome ou equipe, mas quando eu entrei na academia da Impacto, me senti em casa. Fui muito bem recebida.
Lá o aprendizado é diário, não só de Jiu, mas de vida. Meu mestre tem um coração enorme.
Puxa minha orelha quando eu falto nos treinos, não me deixa desanimar e o companheirismo entre a galera é muito bom.

Eu e o Mestrão Marcelo Ferreira.

Uma parte pequena da equipe no final de um treino, esse dia recebemos visita da Equipe Henrique Saraiva.

Comecei com 22 anos, hoje faz um pouco mais de um ano que eu treino, sou faixa branca 2ª grau e posso dizer que depois de tanto procurar, eu me achei.
Na equipe tem uma galera mais graduada, várias pessoas de todas as faixas, mas ainda assim poucas meninas.
Tem mais de uma “unidade” da Impacto em Campinas, do pessoal que treina sempre na que eu vou, que fica próximo ao Taquaral, eu sou a única.
Portanto, meninas de Campinas e região, estão todas convidadas a aparecer por lá e fazer uma aula teste. Até mesmo meninas que já treinam e são de outras equipes, as portas estão sempre abertas quando quiserem fazer uns rolinhas ;)

Podíamos marcar um treinão feminino, o que vocês acham?

Oss!

9 de abril de 2015

O que significa Oss no Jiu-Jitsu?


Nas primeiras aula Jiu-Jitsu, eu via vários alunos dizendo Oss em situações diferentes e ficava sem entender o que aquilo significava.  Fiquei com vergonha de perguntar e guardei pra mim.
Chegando em casa um dia, resolvi pesquisar no google (dei sorte dessa vez rs) e achei um artigo no site: www.aprendajiujitsu.com.br, que me esclareceu muito bem o significado da expressão. Até indiquei o site a uma amiga, que começou no Jiu de tanto eu falar sobre, que teve a mesma dúvida que eu no começo.

“[...]Algumas pessoas erroneamente atribuem o Oss a abreviação de Ousadia, Superação e Sucesso. Apesar de ser uma tradução criativa e que se encaixa bem para o ambiente de luta, o real significado não tem nada  a ver com isso.

OSS é uma expressão fonética criada na Escola Naval Japonesa, e é usada universalmente para expressões do dia-a-dia, um cumprimento como “sim”, “por favor”, “obrigado”, etc…
Em japonês, sua transcrição correta é OSU, e seus dois caracteres representam “pressionar” (osu) e“suportar” (shinobu). Então podemos concluir que “Oss” implica em pressionar a si mesmo ao limite de sua capacidade.

O “espírito de OSS” é retratado como a “perseverança sobre a pressão“. Além disso o Oss, é uma demonstração de respeito, não por hierarquia, mas pela admiração, pelo prazer da companhia, por simpatia, confiança e respeito por si mesmo.

Outra origem é atribuída a abreviação de “Onegai Shimasu” que se traduz como um pedido, uma solicitação, um convite como “por favor”, “por gentileza” ou “com licença”, convidando o parceiro ao treino.

Oss” pode ser  “Tenha Garra!“, onde mostramos nosso respeito e força, por isso nunca devem ser pronunciadas ao vento, sem um motivo certo ou mesmo sem que o corpo todo envie essa energia de motivação.
Atitude, postura, estado de espírito são fundamentais para que toda a energia do “OSS” seja expressada corretamente.”

Esse texto não é de autoria do elasnotatame.blogspot.com, foi copiado do site www.aprendajiujitsu.com.br.
Fonte: http://www.aprendajiujitsu.com.br/o-que-significa-oss-no-jiu-jitsu/



Hoje em dia é algo automático, mas sem ser desrespeitoso, outro dia fui fazer uma aula de surf e enquanto o professor me passava instruções, eu respondia Oss! Rsrs

E vocês meninas usam a expressão fora do tatame?

Oss!



8 de abril de 2015

A origem do Jiu-Jitsu.

Boa tarde guerreiras!!

Amei o retorno que tive de vocês com a nossa inauguração, podem ter certeza que o meu objetivo e fazer com que isso só cresça.
E quero que todas façam parte disso, portanto quem tiver dicas, sugestões ou quiser indicar alguma matéria aqui no blog é só enviar um e-mail para: elasnotatame@yahoo.com.br, com direito a todos os créditos e vai ser ótimo contar com a colaboração de vocês!!

A matéria de hoje é sobre a origem do Jiu-Jitsu aqui no Brasil.

Quando comecei no Jiu-Jitsu estava completamente perdida, não só na prática da técnica, mas pela história e origem da arte em si.

Já tinha ouvido falar nos Gracie, porque “namorei” um menino que treinava em uma unidade da Gracie Barra, isso muito antes de eu se quer pensar em treinar, mas não tinha ideia da influência deles na arte.

Meu primeiro mestre, Soró Lemos, me deu uma aulinha básica e pediu pra que eu assistisse a um vídeo no youtube.  O vídeo é um documentário sobre o Hélio Gracie que rolou no History Chanel, explicando a expansão da arte suave no Brasil através da família Gracie e a evolução para o que chamamos hoje de Jiu-Jitsu Brasileiro, esse que se tornou a técnica de Jiu-Jitsu mais difundida e praticada no mundo.

Vale muito a pena assistir, o vídeo é de entendimento fácil, super indico pra quem tá começando e pra quem quer entender um pouco melhor a origem.


Abaixo o vídeo que tem o mesmo nome deste post ;) 


Oss!

7 de abril de 2015

Inaugurando!!

Olá meninas!!!
  
Me chamo Maraisa Marqui, tenho 23 anos, moro em Campinas/SP.
Luto Jiu-Jitsu a um pouco mais de um ano, sou faixa branca 2º grau e integro a equipe Impacto Jiu-Jitsu como aluna do Mestrão Marcelo Ferreira.

A ideia de criar um blog relacionado e direcionado para as mulheres que praticam a arte suave, surgiu da falta de informação que eu tive no começo e as curiosidades que ficaram acumuladas, devido a falta de sucesso nas pesquisas que realizava.

Por isso resolvi juntar aqui, tudo que possa ajudar quem tá começando, quem já pratica e despertar o interesse de quem ainda não começou.
Pautas como defesa pessoal, alimentação, técnica, federações, campeonatos, dicas, lifestyle, feminilidade e a minha experiência pessoal.

Tendo também como objetivo abordar as meninas que praticam por hobby e destacar as meninas que estão em ascensão na arte, em TODAS as faixas, pois sempre que pesquisamos no google artigos sobre o Jiu-Jitsu feminino, encontramos poucos e na maioria relacionados as meninas, que já são faixas pretas, que lutam profissionalmente e competem em destaque.


Sabemos bem que o preconceito existe, pois algumas pessoas ainda julgam as artes marciais como “coisa de homem”, mas aqui não tem sexo frágil e vamos mostrar pra que viemos, porque agora é ELAS NO TATAME!! Oss!