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13 de abril de 2015

Como eu comecei no Jiu-Jitsu.

Eu sempre tive problemas com o peso, vivo num eterno efeito sanfona, às vezes tô mais magra e outras engordo do nada (muitas vezes por falta de vergonha na cara mesmo rs).

Morava em São José do Campos (morei por lá apenas um ano, 2013) e trabalhava no aeroporto da cidade. Uma menina que trabalhava comigo, me indicou a academia de um bairro lá próximo, eu passei pra conhecer e acabei me matriculando pra fazer apenas musculação.
De terça e quinta, às 21 hrs tinha aula de Jiu, como a academia era toda aberta, eu assistia o treino enquanto caminhava na esteira.

Eu sou uma pessoa que já experimentei um monte de coisa. Fiz jazz, ballet, capoeira, street dance, dança do ventre e até me arrisquei no pole dance, mas nada disso durou muito tempo.
Fiquei uma semana observando os treinos de Jiu  e decidi tentar.

Em novembro de 2013, não me lembro o dia exato, entrei no tatame pela primeira vez. Tímida, no meio daqueles caras grandes e sem entender NADINHA de Jiu-Jitsu.
Meu primeiro mestre foi o faixa preta Soró Lemos, da equipe Soró Lemos BJJ, graduado pelo Careca.
Na primeira aula aprendi single leg e algumas finalizações de estrangulamento, não rolei.
Demorei uma semana (2 aulas) pra comprar o kimono, afinal não custam barato né?
Treinei por 3 meses nessa equipe e durante esse período sai da academia e fui pra sede do mestre. Passei a fazer 4 treinos por semana. 

No começo não existe técnica, a questão é o instinto de sobrevivência e a força. O mestre dizia que demora cerca de uns 6 meses pra técnica entrar na cabeça da gente, hoje eu acho que no meu caso, demorou até um pouco mais rs

Eu era a única menina na equipe e a maneira como o Soró me apresentou a arte suave, sempre com muita dedicação e paciência, trabalhando as minhas limitações e a minha claustrofobia (que é pauta pra uma próxima matéria), despertou meu interesse pelo Jiu. Os companheiros de treinos me ajudavam bastante e isso me fez querer desafiar os meus limites e saber que poderia conquistar com meu espaço no meio daqueles grandões.

Eu e o Mestre Soró Lemos

Eu lá no cantinho esquerdo rs, foto no dia da graduação.

Em março de 2014, voltei pra Campinas (cidade que eu morava antes de ir pra São José) e o gosto pelo Jiu-Jitsu veio comigo. Ai entra o Mestrão Marcelo Ferreira.
Não procurei pelo status, nome ou equipe, mas quando eu entrei na academia da Impacto, me senti em casa. Fui muito bem recebida.
Lá o aprendizado é diário, não só de Jiu, mas de vida. Meu mestre tem um coração enorme.
Puxa minha orelha quando eu falto nos treinos, não me deixa desanimar e o companheirismo entre a galera é muito bom.

Eu e o Mestrão Marcelo Ferreira.

Uma parte pequena da equipe no final de um treino, esse dia recebemos visita da Equipe Henrique Saraiva.

Comecei com 22 anos, hoje faz um pouco mais de um ano que eu treino, sou faixa branca 2ª grau e posso dizer que depois de tanto procurar, eu me achei.
Na equipe tem uma galera mais graduada, várias pessoas de todas as faixas, mas ainda assim poucas meninas.
Tem mais de uma “unidade” da Impacto em Campinas, do pessoal que treina sempre na que eu vou, que fica próximo ao Taquaral, eu sou a única.
Portanto, meninas de Campinas e região, estão todas convidadas a aparecer por lá e fazer uma aula teste. Até mesmo meninas que já treinam e são de outras equipes, as portas estão sempre abertas quando quiserem fazer uns rolinhas ;)

Podíamos marcar um treinão feminino, o que vocês acham?

Oss!

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